• Belemitas

Nosso presente de Natal


Mensagem de Natal cristã

Convido você neste dia 24 de dezembro, algumas horas antes do dia de natal, a refletir um pouco comigo sobre a figura principal desse dia. Talvez você esteja em casa com sua família e os preparativos para essa data tão especial estejam a todo vapor. O assado no forno, os presentes embrulhados e a casa cheia. Uma mistura de bons sentimentos que envolvem esse dia e a sua celebração. Ou, para você, é um cenário diferente. Talvez você não celebre este dia e, por isso, ele não tem significado algum. Ou podemos pensar também que, por algum motivo, hoje é para você não um dia de bons sentimentos, mas um dia triste por acontecimentos da vida que tornaram esse dia muito difícil. Uma separação, um luto ou uma necessidade financeira que te impediram de estar com quem ama ou de talvez proporcionar a estes uma ceia de natal como gostaria.


Seja qual for o lugar que você se encontra hoje, Jesus proporcionou a mim e a você a oportunidade de estarmos juntos por alguns minutos. Quero te convidar a refletir comigo um pouco sobre Ele. O personagem mais especial dessa festa toda. Ele faz questão de falar conosco de maneira singular e especial nos momentos que antecedem o dia que separamos para celebrá-lo. Para Ele, o que de fato importa, é a vida plena que conquistamos Nele, a libertação que obtivemos através do Seu sacrifício e a paz e a alegria que vem Dele e habita em nós. Esse é o real motivo da sua vinda ao mundo. Por isso, e por tudo o que Ele é, vale a pena meditarmos um pouco juntos sobre Jesus, o dono da festa.


“Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” Hebreus 4:16

Já parou para pensar que de alguma forma todos nós, no mundo, direta ou indiretamente, somos impactados pelo natal? Os que celebram essa data, compraram presentes, ensaiaram para os musicais da igreja ou reuniram motivos diversos para, de alguma forma, se prepararem para esse dia. Os que não o celebram, também foram impactados de alguma forma, seja pelos congestionamentos da cidade ou pelas filas gigantescas nos shoppings nessa época do ano. É inquestionável que dia 25/12 é a celebração de nascimento mais comemorada do ano. Isso demonstra para mim que, de fato, Jesus movimenta o mundo. Sabemos que existe todo um marketing e uma indústria capitalista que movimenta essa data e distorce profundamente o real sentido do natal, mas é inquestionável que essa data movimenta pessoas. Isso, de alguma forma, demonstra para mim importância, influência, valor e significado. Poucas figuras na história da humanidade deixaram um legado tão profundo e que resistiu tanto ao longo da história. Jesus é importante. Ele é celebrado. Ele movimenta. Sua existência catalisa.


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” Isaías 9:6,7

A respeito de Jesus e da Sua grandeza, por vezes me encontrei em um momento de muita gratidão e celebração a Ele. Sua majestade, por vezes, me provocou momentos de profunda adoração. Já vivi milagres, providências e já encontrei em Jesus saída de caminhos que com meus passos me levariam a tristeza profunda e rotas sem saída. Já recebi de Deus presentes imateriais tão grandes, profundos e imerecidos que a contemplação da sua Glória e majestade foram reais para mim. Nesses momentos, fui tão envolvida por Sua Graça que me encontrei também questionando os motivos de alguém tão amável, bom e cheio de poder ao mesmo tempo que é tão amado, ser por vezes ser negligenciado, perseguido e negado. Negado por um mundo que não o aceita, mas também por nós, que mesmo vivendo uma vida de intimidade com Ele, por vezes, o negligenciamos e ficamos distantes. Para mim, Jesus é o personagem que mais nutre da humanidade sentimentos ambivalentes. Ele é o mais amado, mas também o mais odiado. O mais seguido, mas também o mais perseguido. O mais adorado, mas também o mais questionado. O mais estudado, e ao mesmo tempo o mais negligenciado.


Você ouve com frequência alguém dizer que odeia ou nega Alexandre, o Grande, Aristóteles, os reis persas, Júlio César ou o Rei Herodes? Quais grupos existem para questionar a existência desses personagens ou para refutar as obras que fizeram? Fato é que existem muitos personagens históricos que nunca foram vistos, mas que são consagrados e aclamados como figuras importantes na história da humanidade. Mas por que com Jesus é tão diferente? Por que a luta é tão árdua para questionar o seu nascimento e suprimir a sua existência? Confesso que dentre as muitas possibilidades que existem e que também pensei, uma resposta me inundou profundamente: Jesus é o único Rei que viveu como homem habitando entre nós, mas após a sua morte permaneceu vivo entre nós. E Ele não apenas permaneceu vivo entre nós. Ele permaneceu em nós e acima de nós. O único Rei com um plano de salvação e com uma influência real e eterna. O único Rei que mesmo invisível aos olhos humanos, resistiu milênios. Por isso, ainda há luta, guerras e pelejas contra a Sua soberania. Como não pelejaria o mal, o pecado e as potestades contra um reinado que verdadeiramente transforma vidas, opera milagres e tem uma palavra de vida renovada em milhares de corações a cada manhã, em todo o planeta terra e há milhares de anos. Diante de tudo isso, existe para a humanidade pecadora alguns caminhos a serem seguidos: negação, indiferença ou aceitação.


Jesus é negado porque, muitas vezes, não pode ser explicado. É negligenciado porque acessá-lo é um ato de fé. É uma caminhada que exige renúncia, abdicação e rendição. Mas também é recebido em muitos corações que puderam alcançar, através do seu sacrifício na cruz do calvário, vida nova com Ele. Uma vida de paz, comunhão, Graça e esperança.


Qual a sua posição hoje diante do Salvador que nasceu? O que tem levado você a talvez negar ou negligenciar esse poder e soberania?


O nascimento de Jesus significa para a humanidade mais do que se pode expressar em palavras. Ninguém é como Jesus, ninguém se torna tão importante como Jesus. Ninguém, desde o soprar da vida dada por Deus aos primeiros habitantes da terra, supera a soberania do menino que nasceu em uma simples manjedoura para Reinar sobre nós. Jesus não nasceu para um ministério limitado ao tempo. Jesus não veio ao mundo para marcar mentes de forma passageira. Diferente de qualquer outro rei que nasceu, seu Reinado é eterno, majestoso e infinito. Um reinado de justiça, uma presença insuperável e um poder invencível. Uma guerra por negação ou negligência jamais vencerá a soberania do Rei Jesus. Seu nascimento significa vida, oportunidade, reconciliação e a possibilidade de trilhar uma vida aprazível ao lado do Salvador do mundo. Conhecer a Jesus e dar uma oportunidade para Ele entrar na Sua vida e na Sua casa transformará tudo por completo, e essa transformação é inevitável. O amor de Jesus te alcança onde você estiver e como você estiver. Esse é o amor verdadeiro. Amor puro e imutável por mim e por você. Esse amor nasceu. Esse é o motivo da festa!


Entre negação e indiferença, Ele nos dá a oportunidade hoje de aceitá-lo mais uma vez. De ser amado, reconhecido e encontrar Nele vida. Nasceu o Rei Jesus, o verdadeiro Salvador. Celebremos hoje a vida que permanece viva entre nós, por nós e em nós. Esse é o nosso presente de Natal.


“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” 1 Timóteo 2:5,6



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