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O Clímax da Grande História


Devocional de Páscoa - O Clímax da Grande História Bíblica da Ressurreição de Jesus


“E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é inútil e também a vossa fé.” 1 Coríntios 15:14

Domingo de Páscoa é realmente um dia muito importante! O acontecimento que recordamos e comemoramos com gratidão nessa data é o marco que divide a nossa história, quer tenhamos consciência disso ou não.


Se você gosta de assistir filmes cristãos, talvez já tenha conferido a produção Em Defesa de Cristo. Sem o objetivo de entregar spoilers para quem ainda não assistiu, aqui está um resumo da produção baseada em uma história real: um importante jornalista americano quer convencer sua esposa recém-convertida de que Deus não existe e que a fé cristã é uma mentira. Após realizar pesquisas e conversar com algumas pessoas, ele conclui que obterá êxito ao atacar uma das verdades centrais da Bíblia: a ressurreição de Cristo.


A escolha de Lee Strobel, protagonista do filme, faz muito sentido, pois está baseada no que Paulo nos diz em 1 Coríntios 15.14. A ressurreição é tão importante que a própria Bíblia coloca toda a sua mensagem em xeque (há algum outro livro que faça isso também?) - se Cristo não ressuscitou, a nossa fé é simplesmente inútil!


Podemos desenvolver muitos pensamentos acerca do papel crucial da ressurreição. Vamos pensar um pouco acerca disso nas próximas linhas.



O Ponto Central

No livro O Drama das Escrituras, os autores dizem que a Bíblia é uma grande história, e que nós podemos encontrar o nosso lugar nela. A divisão da história da humanidade narrada pela Bíblia, segundo eles, é divida em 6 Atos (como são chamados os períodos da narrativa bíblica com base na literatura)[1]:

  • Ato 1: Criação

  • Ato 2: Queda

  • Ato 3: O Rei escolhe Israel

  • Ato 4: A vinda do Rei

  • Ato 5: A Igreja

  • Ato 6: A volta do Rei

Interessante, não é? Isso nos explica o porquê estamos aqui hoje. Nós já sabemos, em parte, como será o fim da história, mesmo ainda não chegando nela.


Vamos focar no Ato 4. Tudo o que aconteceu antes e depois desse ato dependia do sucesso de sua realização. Vejamos dois versículos que nos mostram isso.


“Ele foi escolhido por Deus antes da criação do mundo e foi revelado nestes últimos tempos em benefício de vocês.” 1 Pedro 1:20
“Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la, pois foi isso o que o meu Pai me mandou fazer.” João 10:18

Uau! Toda a humanidade esperava por esse momento. O plano precisava ser concluído sem qualquer chance de falha. Tudo dependia da vida e do momento crucial em que Jesus ofereceria o seu corpo em sacrifício como pagamento pelos nossos pecados em obediência a Deus.


Jesus veio ao mundo para salvá-lo, afinal, todos nós já estávamos condenados. Condenados, porque, lá no Ato 2 (Queda), o ser humano escolheu desobedecer a Deus e, assim, o vírus da rebeldia se espalhou até os dias atuais e todas as gerações são infectadas.



Justificados e seguros

Vamos tentar entrar na história imaginando a cena abaixo.


Nós estamos no julgamento de uma pessoa acusada dos seguintes crimes: mentira, orgulho, falsa humildade, pensamentos ruins que vieram à tona através da própria pessoa, fofoca, luxúria, entre muitos outros. Os crimes são lidos para todos os presentes e é solicitado algo diferente: que, naquele auditório, só permaneça em pé quem nunca cometeu algum desses delitos. Quem conseguisse ficar em pé, estava livre; os demais, estavam condenados.


Uma pessoa olha para a outra e, envergonhados, vão se sentando imaginando que são tão ruins quanto aquele criminoso que inicialmente era julgado. Contudo, um homem permanece de pé. O juiz se dirige a ele pedindo que explique o motivo por continuar em pé. Então, ele diz as seguintes palavras:


“Eu realmente sou inocente, nunca cometi nenhum dos crimes que foram lidos e atribuídos a todas essas pessoas. Conheço as leis e elas dizem que, se um inocente quiser tomar para si a culpa de todas as outras pessoas e pagar o preço por seus erros de forma voluntária, elas serão libertas.


É exatamente isso o que eu quero fazer. Eu tenho todos os recursos necessários. Vamos trocar as coisas: os pecados dessas pessoas serão imputados a mim, e eu coloco a minha justiça sobre a vida delas. Quem estiver aqui e aceitar o meu sacrifício, será salvo e declarado justo diante daquele que vocês cometerem todos esses crimes - Deus.”


Fazendo um grande resumo da história bíblica (aqui, preciso entregar spoilers!), foi exatamente isso o que Jesus fez. O domingo de Páscoa é tão importante porque Cristo entregou a sua vida por nós e ressuscitou ao terceiro dia! Se ele não voltasse da morte, a nossa fé seria inútil.


Jesus está vivo! Com o túmulo vazio, temos a prova de que Ele é o Filho de Deus e que tudo o que as Escrituras nos dizem é verdadeiro. Além disso, a presença do Salvador está conosco todos os dias, nos dando esperança para viver aqui enquanto aguardamos ativamente a vida que virá.


“Mas Deus ressuscitou Jesus, livrando-o do poder da morte, porque não era possível que a morte o dominasse.” Atos 2:24

Feliz Páscoa! Esse é um dia de gratidão. Deus veio ao nosso resgate, nos salvou e permanece conosco. Sabe... acredito que nunca conseguiremos expressar a perfeita gratidão pela obra de Jesus. A cada ano que passa, vamos enxergando mais e mais o quanto ele é amoroso e o quanto não merecemos isso. Que bom que ainda teremos a eternidade para viver em adoração e gratidão plena diante do nosso Deus!


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[1] O Drama das Escrituras, p. 33. Adaptado.




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